DOMINGO I DO ADVENTO -2025- Ano A
Hoje começa o Advento, um tempo novo, de espera ativa no amor aos irmãos, vigilante na fé, persistente na oração. Somos convidados a iniciar uma caminhada, de fé e esperança, na alegria, ao encontro d’Aquele que é o início e o fim de todas as coisas, Jesus, o Messias anunciado.
Aprendendo Dia a Dia: Advento - D.Tolentino - Expresso
Na 1ª leitura (Is 2,1-5), Isaías convida a esperar “o dia” em que todas as nações poderão contemplar o monte do Senhor e dirigir-se para ele (...). Nesse dia todos reconhecerão o Senhor, seguirão pelos seus caminhos, viverão a sua justiça e (...) e caminharão “à luz do Senhor”.
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"Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e de Jerusalém:
Sucederá, nos dias que hão de vir, que o monte do templo do Senhor se há de
erguer no cimo das montanhas e se elevará no alto das colinas. Ali afluirão
todas as nações e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do
Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós
andaremos pelas suas veredas. De Sião há de vir a lei e de Jerusalém a palavra
do Senhor». Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos sem número.
Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará
a espada nação contra nação, nem mais se hão de preparar para a guerra. Vinde,
ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor."
Pe. Manuel Gonçalves (Caritas in Veritate)
"Irmãos: Vós sabeis em que tempo estamos: Chegou
a hora de nos levantarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de
nós do que quando abraçámos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo.
Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos
dignamente, como em pleno dia, evitando comezainas e excessos de bebida, as
devassidões e libertinagens, as discórdias e ciúmes; não vos preocupeis com a
natureza carnal para satisfazer os seus apetites, mas revesti-vos do Senhor Jesus
Cristo."
No Evangelho de hoje (Mt 24,
37-44), a Palavra deixa bem claro que, vigiar, é não deixar que a
vida nos afogue, que os trabalhos, as preocupações e as riquezas deste mundo
não toldem o nosso entendimento fazendo-nos crer que a salvação não existe ou,
que ela se encontra na posse de bens terrenos e na satisfação dos apetites da
carne.
O
segredo de uma vida vigilante, que não permite a surpresa inesperada do dilúvio
nem a chegada inoportuna do ladrão, está na certeza de que o Senhor vem.
A
certeza da vinda do Senhor projeta sobre nós uma luz para vermos, sem ver, esse
dia sem ocaso e vivermos antecipadamente a alegria da sua chegada, porque,
apesar de os olhos não verem, o coração já experimenta a certeza da sua
realização.
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“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias
de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o
dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé
entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos
levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que
estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que
estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai,
porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono
da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não
deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na
hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.”
Maria, Mãe Santíssima, guia-me nesta caminhada ao encontro do Teu Filho, Jesus.
Estimados
irmãos e irmãs, bom dia, feliz domingo!
No Evangelho
da Liturgia de hoje ouvimos uma bonita promessa que nos introduz no Tempo de
Advento: «Virá o vosso Senhor» (Mt 24,
42).
Este é o fundamento da nossa esperança, é o que nos sustenta até nos momentos
mais difíceis e dolorosos da nossa vida: Deus vem, Deus está próximo e vem.
Nunca nos esqueçamos disto! O Senhor vem sempre, o Senhor visita-nos, o Senhor
está próximo, e voltará no final dos tempos para nos acolher no seu abraço.
Diante desta palavra, perguntamo-nos: como vem o Senhor? E como o reconhecemos
e acolhemos? Reflitamos brevemente sobre estas duas perguntas.
A primeira
pergunta: como vem o Senhor? Tantas vezes ouvimos dizer que o
Senhor está presente no nosso caminho, que Ele nos acompanha e nos fala. Mas
talvez, distraídos como estamos por tantas coisas, esta verdade permanece para
nós apenas teórica; sim, sabemos que o Senhor vem, mas não vivemos esta verdade
ou imaginamos que o Senhor vem de uma forma sensacional, talvez através de
algum sinal prodigioso. Ao contrário, Jesus diz que isso acontecerá “como nos
dias de Noé” (cf. v. 37).
E o que faziam nos dias de Noé? Simplesmente as coisas normais e
quotidianas da vida, como sempre: «comiam, bebiam, casavam e davam-se em
casamento» (v. 38).
Tenhamos isto em mente: Deus está escondido na nossa vida, Ele está sempre ali,
Ele está escondido nas situações mais comuns e ordinárias da nossa vida. Ele
não vem em eventos extraordinários, mas nas coisas do dia a dia, Ele
manifesta-se nas coisas de todos os dias. Ele está ali, no nosso trabalho
diário, num encontro casual, no rosto de uma pessoa em necessidade, inclusive
quando enfrentamos dias que parecem cinzentos e monótonos, precisamente ali
está o Senhor, que nos chama, fala-nos e inspira as nossas ações.
No entanto, há
uma segunda pergunta: como reconhecer e acolher o Senhor? Devemos
permanecer acordados, alerta, vigilantes. Jesus avisa-nos: há o perigo de não
perceber a sua vinda e de não estar preparado para a sua visita. Recordei
noutras ocasiões o que Santo Agostinho disse: «Temo o Senhor que passa» (Serm. 88.14.13),
ou seja, temo que Ele passe e eu não O reconheça! De facto, Jesus diz das
pessoas do tempo de Noé que comiam e bebiam «e não deram por nada até chegar o
dilúvio» (v. 39).
Prestemos atenção a isto: eles não repararam em nada! Estavam preocupados com
as próprias coisas e não se aperceberam que o dilúvio estava a chegar. De
facto, Jesus diz que quando Ele vier, «estarão dois homens no campo: um será
levado e o outro será deixado» (v.
40).
Em que sentido? Qual é a diferença? Simplesmente que um foi vigilante,
esperava, capaz de discernir a presença de Deus na vida diária; o outro, ao
contrário, estava distraído, “ia vivendo”, e não se deu conta de nada.
Irmãos e
irmãs, neste tempo de Advento, deixemo-nos despertar do torpor e acordemos do
sono! Perguntemo-nos: estou consciente do que vivo, estou alerta, estou
desperto? Procuremos perguntar-nos: estou ciente daquilo que vivo, estou
atento, estou acordado? Procuro reconhecer a presença de Deus nas situações
quotidianas, ou estou distraído e um pouco sobrecarregado com as coisas? Se
hoje não estivermos conscientes da sua vinda, também não estaremos preparados
quando ele chegar no final dos tempos. Portanto, irmãos e irmãs, mantenhamo-nos
vigilantes! À espera de que o Senhor venha, à espera de que o Senhor se
aproxime de nós, pois Ele está presente, mas esperemos vigilantes. Que a Virgem
Santa, Mulher da espera, que soube captar a passagem de Deus na vida humilde e
escondida de Nazaré e o acolheu no seu ventre, nos ajude neste caminho a estar atentos
para esperar o Senhor que está entre nós e passa.




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