domingo, 21 de Setembro de 2014

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM


Ao escutar as leituras de hoje, somos convidados a olhar para Deus de uma forma diferente do habitual, isto é, Deus está sempre para lá do que possamos pensar d'Ele. Deus não age, nem pensa como nós, porque o Senhor ama cada um dos seus filhos com um Amor infinito e igual para todos. 

"Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos."
Is 55, 6-9

Vem isto a propósito de quê? Sobretudo do Evangelho. Sim, porque na lógica da produtividade e da competitividade do mundo do trabalho, que hoje vivemos, o Evangelho de hoje é contrário a tudo o que é defendido, seja por patrões, sindicatos, ou trabalhadores. 


É caso para dizer, verdadeiramente Deus não pensa como nós homens, Deus simplesmente ama e ama tanto o trabalhador da primeira hora, como o da última. Mais, Deus convida todos, não exclui ninguém do seu reino de amor. A todos convida e oferece-se todo, sem fazer seleções de qualquer espécie. 

Bem precisamos de abrir os nossos corações a este Deus que age assim para com todos, amando sempre e infinitamente cada um dos seus filhos.

Senhor converte-me a esta tua forma de viver.

domingo, 14 de Setembro de 2014

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM


A Igreja celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. Não parece muito salutar celebrar um instrumento de morte e, no entanto, a cruz é para nós, cristãos, um trono de glória. Porquê? Porque nos revela até que ponto cada um de nós é amado por Deus. Como o sabemos? 


As 3 leituras de hoje ajudam-nos na revelação de tanto Amor por toda a Criação. Mas o Evangelho é a que mais claramente no-lo afirma e fá-lo através de Jesus, o Verbo incarnado.

"Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
«Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. 
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele»."

Jo 3, 13-17


Jesus, só sendo o Filho de Deus podia ter vencido a morte! Assim a Cruz a partir desse momento passa a ser árvore de vida. A serpente de bronze da primeira leitura é, no Evangelho, o Filho Único de Deus e basta dirigir para Ele o nosso olhar para ficarmos curados.


Cura Senhor todos os que estão doentes!

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM


Estar com os outros, em Igreja, parece-me ser o tema comum das leituras deste domingo. Nos tempos em que a comunicação se tornou global, em que as redes sociais permitem a formação de meetings em tempo record, nunca o homem esteve tão só. A dificuldade em comunicarmos uns com os outros é enorme: vizinhos, que vivendo lado a lado, não se conhecem, idosos que morrem sozinhos e ninguém dá pela sua falta durante anos,... situações impensáveis há uns anos atrás. 
Mas as leituras de hoje vão ainda mais longe, pois falam-nos do viver em Igreja, da solidariedade, caridade e responsabilidade na correção fraterna. Isto sim é estarmos uns com os outros e cuidarmos uns dos outros.

Escutemos S. Paulo

"Irmãos: Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros, pois, quem ama o próximo, cumpre a lei.
De facto, os mandamentos que dizem: «Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os outros mandamentos, resumem-se nestas palavras:
               «Amarás ao próximo como a ti mesmo».
A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei."

Rom 13,8-10



Senhor, ensina-me a viver em Igreja, a amar-Te nos outros.

domingo, 31 de Agosto de 2014

                       XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM



Hoje começamos com Jeremias na 1ª leitura. E logo, desde o início, o profeta lança-nos, de uma forma tão bela, quanto difícil, o desafio da liturgia deste domingo: seguir Jesus.

"Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir; Vós me dominastes e vencestes. Em todo o tempo sou objeto de escárnio, toda a gente se ri de mim; porque sempre que falo é para gritar e proclamar:«Violência e ruína!». E a palavra do Senhor tornou-se para mim ocasião permanente de insultos e zombarias. Então eu disse: «Não voltarei a falar n'Ele, não falarei mais em seu nome». Mas havia no meu coração um fogo ardente, comprimido dentro dos meus ossos. Procurava contê-lo, mas não podia."

Jer 20, 7-9


Fá-lo de uma forma única, pois expõe-se, entrega-se totalmente nas mão de Deus. Transporta-nos quase automaticamente para S.Pedro, no Evangelho, pois também ele, que ainda no domingo passado estava transbordante de fé, hoje, perante a Cruz, parece querer desistir e no entanto, como sabemos, deu a sua vida por Jesus. 
Não é por termos dificuldades, por cairmos que há problema. Somos humanos e Deus bem sabe de que barro somos feitos. 

Se nos deixarmos seduzir por Deus, como Jeremias, ou S.Pedro, Jesus levantar-nos-á e n'Ele continuaremos a caminhada, pois no nosso coração colocou um fogo ardente, que nos sustém e ao mesmo tempo nos impele a dar testemunho do Amor infinito de Deus, por todos  e por cada um de nós. 

Só assim viveremos como S. Paulo nos pede na segunda leitura.


Senhor que eu me deixe sempre seduzir por Ti.

domingo, 24 de Agosto de 2014

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM


A ligação entre as leituras de hoje está na dimensão do serviço/ missão, que Deus dá a cada um de nós, nesta Sua Igreja. Já era assim nos tempos mais antigos, como nos conta a 1ª leitura (Is 22,19-23) com Eliacim, e mais claro se torna no Evangelho com S.Pedro.


Na 2ª leitura (Rom 11,33-36S.Paulo fala-nos de Deus de uma forma tão bela e, ao mesmo tempo tão profunda, que não resisto a transcrever estes versículos, que são como que uma oração de louvor: "Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios!"


O Evangelho é, sem dúvida, a leitura que mais interpela hoje cada um de nós, pois Jesus diz-nos diretamente: E vós, quem dizeis que eu sou? Sim, esta pergunta também nos é feita, aqui e agora, nos nossos tempos. 

Quem és Tu para mim Senhor? O que representas na minha vida? 

"Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».
Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias."
Mt 16,13-20

Senhor, que eu me deixe iluminar pelo Espírito Santo ao dar-te a minha resposta.

domingo, 17 de Agosto de 2014

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM


Neste domingo, em que se lembram especialmente os migrantes, a liturgia fala-nos da universalidade do amor de Deus. No coração de Deus cabemos todos, todas as raças, todos os povos, todas as nações. Ninguém está fora do Seu Amor.

É verdade que, no Evangelho de hoje, Jesus parece não atender à primeira ao pedido da mulher cananeia, é como se Ele lhe pedisse para ir um pouco mais além, na intimidade da sua alma, e a mulher demonstra a força da sua fé, com uma frase bem significativa. 


"Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada."
Mt 15, 21-28


Deus não nos pede mais nada, a não ser um coração humilhado e contrito. Quando a nossa alma se Lhe entrega assim, na totalidade do coração, Deus ouve-nos e derrama sobre nós a Sua Graça.

Vem Senhor em meu auxílio, sem Ti perco-me. 
Eu creio em Ti Senhor, mas aumenta a minha fé.

domingo, 10 de Agosto de 2014

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM


O tema das leituras deste domingo é a forma como Deus se revela aos homens.

Na 1º leitura, do 1º Livro dos Reis, Deus manifesta-se a Elias na brisa suave. São várias as formas como Deus se manifesta na Sagrada Escritura, mas hoje especialmente é no meio da calma, do silêncio que O podemos encontrar mais facilmente, pois o ruído é muito e quase tudo nos afasta d'Ele. Eu sinto que é mesmo necessário parar, fazer silêncio, se queremos encontrarmo-nos com Ele.


Na 2ª leitura, epístola  ao Romanos, Deus revela Jesus Cristo através do testemunho de S.Paulo. 
Como Paulo se entrega e sofre por os judeus (seus irmãos de nascimento)  não acreditarem que Jesus é o Messias, o Filho de Deus!


O Evangelho, é todo ele uma revelação de Jesus. Primeiro na forma como fica a despedir-se da multidão, enquanto os apóstolos se afastam. Depois a sua união ao Pai em oração é outra das formas como se nos revela. Por fim, em contraste com a 1ª leitura, revela-se no meio da tempestade. Quando parece que tudo falha, quando perdemos o pé, Ele acode-nos,dá-nos a mão e segura-nos como fez com S.Pedro. 

"Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»".
Mt 14, 22-33

Salva-me Jesus!