sábado, 18 de junho de 2016

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM


Nas leituras deste domingo somos interpelados quanto às razões da nossa fé. Em quem acreditamos nós os cristãos? O que é que faz mover e existir cada batizado? Quem dá sentido à nossa existência? Em última análise,quem é Jesus para cada um de nós?


O profeta Zacarias, na 1ª leitura (Zac 12, 10-11; 13, 1), transporta-nos, por antecipação, para Jerusalém e apresenta-nos o Servo Sofredor. Perante o sofrimento do inocente, do primogénito de Deus, o pecador converte-se e toda a humanidade beneficia da misericórdia de Deus. Sempre que cada um de nós se converte, o Senhor derrama sobre nós a imensidão do Seu amor infinito. A todo o que lhe abre o coração, Ele dá-se sem medida.


S. Paulo, na 2ª leitura, fala-nos sobre o batismo e relembra-nos que, a partir do momento em que recebemos este sacramento, fomos revestidos de Cristo e passamos a ser, em conjunto com todos os batizados, um só em Jesus. 

"Irmãos: Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, porque todos vós, que fostes baptizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus. Mas, se pertenceis a Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa."                                                                                      
 Gal 3, 26-29
   
No Evangelho (Lc 9, 18-24)  Jesus pergunta-nos, diretamente, quem dizemos que Ele é. E podemos dar-lhe a mesma resposta de S. Pedro. Resta saber o que fazemos depois, quando Jesus continua e diz «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á». S.Pedro foi até ao fim,deu a sua vida por Jesus. 


Senhor, neste ano da misericórdia, peço-te que me inundes com o Teu Amor, para que também eu possa tomar a minha cruz de todos os dias e seguir-Te. 

domingo, 12 de junho de 2016

XI DOMINGO DO TEMPO COMUM


Hoje somos desafiados, através das leituras deste domingo, a reconhecermos o nosso pecado, a ultrapassarmos preconceitos, castas, rótulos  e a acolhermos, de coração aberto, a Misericórdia de Deus. Somos convidados a deixarmo-nos envolver, repassar pelo Amor Infinito de Deus por cada um de nós. Como Deus nos ama!


O rei David, que foi escolhido por Deus, na 1ªleitura (2 Sam 12, 7-10.13) mostra-nos outro lado da sua grandeza, ao reconhecer o seu pecado, quando o profeta Natã o interpela. Deus, perante um coração arrependido, embora não elimine a consequência do pecado, ama o pecador. O que fez com David continua a fazer com cada um de nós, hoje em dia, isto é, não nos condena, ama-nos.


Na 2ª  leitura (Gal 2, 16.19-21) S. Paulo diz-nos que não é o cumprimento da lei que nos salva, mas a fé em Jesus Cristo. Só em Jesus seremos salvos, só n'Ele viveremos para Deus.


O Evangelho de hoje é a manifestação da misericórdia divina para com os pecadores que manifestam arrependimento. Deus está sempre do nosso lado, pronto a perdoar quem d'Ele se aproxima de coração sincero. Contrariamente a nós, que somos muito prontos a condenar, Deus ama sempre e sem condições. É assim o nosso Deus. Deixemo-nos amar por Ele.

"Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-Lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». Depois disso, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a Boa Nova do reino de Deus. Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus com os seus bens."   

 Lc 7, 36 – 8, 3 


Tem compaixão de mim Senhor, que sou pecadora.

sábado, 4 de junho de 2016

X DOMINGO DO TEMPO COMUM


As leituras de hoje conduzem-nos ao encontro do Senhor da Vida. É Jesus (o caminho, a verdade e a vida) que, na Sua infinita misericórdia, acolhe a dor humana e torna Deus presente no meio de nós, com o triunfo da vida sobre a morte.


Na 1ª leitura (1 Reis 17, 17-24) somos confrontados connosco próprios ao acompanharmos os sentimentos daquela mãe, que se revolta quando o filho morre e interpela, culpa o profeta. Mas não fiquemos no desespero, pois a atitude de Elias desafia-nos a ultrapassarmo-nos e a confiarmos totalmente em Deus. E, quando a nossa alma se Lhe entrega de verdade, o milagre da vida acontece.


S.Paulo, na 2ª leitura (Gal 1, 11-19)  traz-nos à memória a sua conversão, centra-nos na iniciativa de Deus. Para S. Paulo é do Deus da Vida que se trata, só Ele é o fundamento da sua conversão,da sua fé cristã. Está mais que justificada a sua legitimidade em fazer parte daqueles que antes perseguia. E sela essa pertença ao subir a Jerusalém e ficar com Pedro durante 15 dias.

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No Evangelho Jesus ensina-nos como Deus é Misericórdia. Mas, esta leitura, é também ocasião para contemplarmos Jesus homem e Deus: ao ver o sofrimento daquela mãe compadeceu-se e agiu. É caso para concluirmos que Deus nunca fica indiferente perante os nossos dramas e sofrimento. Compadece-se e está sempre connosco, ainda que nos possa parecer o contrário. Ele ama-nos mesmo e infinitamente, tal como mostrou no caso desta mãe, que era viúva, pobre entre os mais pobres.

"Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas." 
Lc 7, 11-17 



Senhor que eu me deixe repassar pela Tua Misericórdia e de Ti aprenda a viver essa mesma misericórdia no meu dia a dia. 

sábado, 28 de maio de 2016

IX DOMINGO DO TEMPO COMUM


Neste domingo as leituras desafiam-nos a alargar horizontes, a sermos capazes de ultrapassar as barreiras do nosso "pequeno mundo" e a olhar para "o outro", seja ele quem for, crente, ou não crente, como um ser infinitamente amado por Deus. O nosso Deus, que Jesus nos veio revelar, ama a todos por igual, não faz aceção de pessoas. Todos somos seus filhos muito amados.


A 1ª leitura de hoje (1 Reis 8, 41-43) é uma bela oração do rei Salomão. No meu entender já é uma oração universal, no sentido  em que intercede a Deus por todos os homens, ao referir-se aos estrangeiros. Salomão ensina-nos que o Deus de Israel é o Senhor de todos os povos, línguas e nações, ao qual todo o homem pode dirigir-se. É como se nos fizesse um convite (a todos os homens dos tempos de hoje) a fazermos a nossa oração a Deus Universal, ao Deus de ontem, de hoje e de sempre.


Na 2ª leitura  (Gl 1, 1-2.6-10) S. Paulo adverte os Gálatas para o perigo de seguirem instruções e práticas que nada tinham a ver com o evangelho de Jesus Cristo. S. Paulo deu a vida por Jesus, para  ele o seu viver era Cristo. Acolhamos o convite que nos faz a deixarmo-nos apaixonar por Jesus Cristo e a anunciá-Lo a todos os que connosco convivem.


No evangelho encontramos um homem bom, que por acaso era centurião romano. Preocupava-se com os seus servos, ajudava os judeus e respeitava os seus usos e costumes. Mas, o que mais impressiona, são as palavras que envia a Jesus e que demonstram a força da sua fé. Perante a fé daquele romano, Jesus não fica indiferente, sente admiração por ele.

"Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum. Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo. Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga». Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado. Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: ‘Vai’ e ele vai, e a outro: ‘Vem’ e ele vem, e ao meu servo: ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde." 
Lc 7, 1-10 


Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha pouca fé. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO


Hoje é dia de festa, celebramos o Corpo e Sangue de Jesus Cristo presente realmente na Eucaristia. As leituras, desta liturgia festiva, são um convite a deixarmo-nos alimentar por este mistério imenso do Amor de Deus, que é a Eucaristia.


Na 1ª leitura (Gen 14, 18-20) acompanhamos o sacerdote Melquisedec que sai ao encontro de Abraão e dos seus homens, louvando a Deus e abençoando-os. Oferece-lhes então pão e vinho como alimento.

Na 2ª leitura S. Paulo coloca-nos na Última Ceia, na instituição da Eucaristia. Deixemo-nos alimentar por Jesus.

"Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». 
Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».
 
Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha."
 


1ª Cor11,23-26.

No evangelho (Lc 9,11b-17.)  a multiplicação dos pães aparece-nos como um sinal da Eucaristia, que se parte, e reparte, de modo a fazer chegar o Amor de Deus a todos os homens dos vários tempos e lugares. A Eucaristia é o alimento que Jesus deixou a todos os que O quiserem receber de coração sincero. 

Que o meu coração se deixe alimentar por Ti, Senhor, hoje e sempre.