Ecumenismo: Igrejas Cristãs celebram semana de oração pela unidade, inspiradas em texto de São Paulo
domingo, 18 de janeiro de 2026
sábado, 17 de janeiro de 2026
DOMINGO II DO TEMPO COMUM -2026- Ano A
No domingo passado, estivemos em festa a celebrar o Batismo de Jesus. Hoje, continuando ainda nesse ambiente festivo, somos desafiados a assumir o nosso batismo, ou seja, a deixar que o Espírito Santo, que, desde esse dia, nos habita, nos preencha por inteiro, de tal forma que possamos ir crescendo em e com Jesus e aprendendo a d'Ele dar testemunho.
Na 1ªleitura (Is 49, 3.5-6) o profeta Isaías antecipa a vinda do “Servo de Javé”, da “luz das nações”, cuja presença no meio de nós, nos é anunciada, no Evangelho, por João Batista.
“Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por
quem manifestarei a minha glória». E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou
desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir
Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e
Deus é a minha força. Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para
restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou
fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins
da terra».”
Na
2ªleitura (1 Cor l, 1-3) iniciamos neste domingo a escuta da
primeira carta de Paulo aos Coríntios. No contexto da saudação inicial Paulo
faz referência à sua vocação universal. Relembra-nos
que, pelo batismo fomos gratuitamente chamados por Deus à fé e santificados em
Jesus Cristo. Que o Senhor Jesus nos torne portadores da Sua paz.
“Irmãos: Paulo, por vontade de Deus escolhido para
Apóstolo de Cristo Jesus e o irmão Sóstenes, à Igreja de Deus que está em
Corinto, aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade, com
todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Senhor deles e nosso: A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo estejam convosco.”
No evangelho (Jo 1, 29-34) João Batista dá testemunho de que Jesus é o Filho de Deus. Dá a impressão de que João só no momento do batismo de Jesus é que reconheceu em Jesus, seu primo, o Filho de Deus. E, a partir daí, João, que já falava d’Ele, mesmo sem O conhecer, passou a anunciar a Sua vinda, a proclamar a Sua presença no meio dos homens, com todo o desassombro e ainda com mais autoridade.
“Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».”
Divino Espírito Santo, que nos habitas desde o dia do nosso batismo e nos fazes sentir verdadeiramente amados por Deus, ensina-me a anunciar, na minha vida, seja qual for a situação em que me encontre, Deus eternamente enamorado de cada um dos seus filhos.
Amados
irmãos e irmãs, bom dia!
Este segundo
domingo do Tempo Comum está em continuidade com a Epifania e com a Festa do
Batismo de Jesus. O trecho do Evangelho (cf. Jo 1, 29-34)
ainda nos fala da manifestação de Jesus. De facto, depois de ter sido batizado
no rio Jordão, foi consagrado pelo Espírito Santo que pousou sobre Ele e foi
proclamado Filho de Deus pela voz do Pai celeste (cf. Mt 3,
16-17 e par.). O Evangelista João, ao contrário dos outros três, não descreve o
evento, mas propõe o testemunho de João Batista. Ele foi a
primeira testemunha de Cristo. Deus chamou-o e preparou-o para isto.
O Batista não
pode reter o desejo urgente de dar testemunho de Jesus e declara: «eu vi e dou
testemunho» (v. 34). João viu algo perturbador, isto é, o amado Filho de Deus
solidário com os pecadores; e o Espírito Santo fez-lhe compreender a novidade
inaudita, uma verdadeira inversão. Na verdade, enquanto em todas as religiões é
o homem que oferece e sacrifica algo a Deus, no evento Jesus é Deus que oferece
o seu Filho para a salvação da humanidade. João manifesta a sua admiração e o
seu consentimento a esta novidade que Jesus trouxe, através de uma expressão
significativa que repetimos em todas as missas: «Eis o Cordeiro de Deus, que
tira o pecado do mundo!» (v. 29).
O testemunho
de João Batista convida-nos a recomeçar sempre de novo o nosso caminho de fé:
recomeçar de Jesus Cristo, o Cordeiro cheio de misericórdia que o Pai nos deu.
Surpreendamo-nos mais uma vez com a escolha de Deus de estar do nosso lado, de
mostrar solidariedade para connosco, pecadores, e de salvar o mundo do mal,
assumindo-o totalmente sobre si.
Aprendamos de
João Batista a não presumir que já conhecemos Jesus, que já sabemos
tudo sobre Ele (cf. v. 31). Não é assim. Paremos no Evangelho, talvez até
contemplando um ícone de Cristo, uma “Sagrada Face”. Contemplemos com os olhos
e ainda mais com o coração; e deixemo-nos instruir pelo Espírito Santo, que
interiormente nos diz: É Ele! Ele é o Filho de Deus feito cordeiro, sacrificado
por amor. Ele, só Ele trouxe, só Ele sofreu, expiou o pecado, o pecado de cada
um de nós, o pecado do mundo, e também os meus pecados. Todos. Assumiu-os todos
sobre si e libertou-nos deles para que finalmente fôssemos livres, já não
escravos do mal. Sim, somos ainda pobres pecadores, mas não escravos, não, não
escravos: filhos, filhos de Deus!
Que a Virgem
Maria nos obtenha a força para dar testemunho do seu Filho Jesus; para o
proclamar com alegria, com uma vida livre do mal e uma palavra cheia de fé,
maravilhada e grata.
sábado, 10 de janeiro de 2026
FESTA DO BATISMO DO SENHOR -2026- Ano A
É com a festa do “Batismo do Senhor
Jesus” que a Igreja dá por concluídas as festividades do Natal e reinicia o
Tempo Comum. Depois de um tempo forte, em que somos chamados a contemplar a manifestação do Mistério do Amor de Deus pelo homem, começa um tempo de
interiorização na vida. Com Jesus, que agora inicia a Sua vida pública, vamos
caminhando num conhecimento maior do Amor de Deus. É Ele, o Filho, no qual Deus
colocou toda a Sua complacência, quem nos vai conduzindo até ao Pai, e no-L’O
vai revelando como o Amor sem fim por cada um de nós em particular e por todos
em geral.
A 1ª leitura (Is 42, 1-4.6-7) projeta-nos diretamente para o Evangelho, para o “Servo”, para o Eleito de Deus, para a Luz das nações que veio restabelecer a Aliança de Deus com os homens: Jesus Cristo. Deixemos que Ele nos abra os olhos e nos liberte das trevas, a fim de que sejamos instrumentos da Sua proclamação e estabelecimento da justiça para todos.
«Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam. Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».
Na 2ªleitura
(Atos 10, 34-38) S. Pedro alarga a dimensão do batismo cristão a todos os
homens de boa vontade que o desejem, independentemente do seu credo, povo,
raça, ou língua. Ninguém, fica de fora, todos são convidados a receber a
manifestação do Espírito Santo e a fazer parte da Igreja de Cristo, da família
de Deus.
“Naqueles
dias, Pedro tomou a palavra e disse: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz
aceção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a
justiça é-Lhe agradável. Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel,
anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. Vós sabeis o que
aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo que João
pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou
fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus
estava com Ele».”
No evangelho (Mt 3, 13-17) o Céu desce à Terra e revela-nos Jesus, como o Filho muito amado de Deus Pai. Neste momento, Deus Uno e Trino revela-se presente na história humana. É, na verdade, um momento único em que se inicia uma caminhada de Amor sem fim, em que Jesus, Deus feito homem, a viver connosco, nos vai revelando Deus e o seu Amor infinito e total por cada um de nós, Seus filhos no Filho.
“Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser batizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi batizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».”
Senhor, que o meu coração se
deixe amar totalmente por Ti, em todos os momentos e circunstâncias.
Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje, festa do Batismo de Jesus, o Evangelho (Mt 3,
13-17) apresenta-nos a cena ocorrida na
margem do rio Jordão: no meio da multidão penitente que caminha rumo a João
Batista para receber o batismo encontra-se também Jesus. Estava na fila. João
gostaria de o impedir, dizendo: «Eu devo ser batizado por ti!» (Mt 3,
14). Com efeito, João Batista está
consciente da grande distância que existe entre ele e Jesus. Mas Jesus veio
exatamente para preencher a lacuna entre o homem e Deus: se Ele está
inteiramente da parte de Deus, está também totalmente da parte do homem, reunindo
o que estava dividido. É por isso que pede a João que o batize, a fim de que se
cumpra toda a justiça (cf. v. 15), ou seja, que se realize o
desígnio do Pai que passa através do caminho da obediência e da solidariedade
para com o homem frágil e pecador, da vereda da humildade e da plena
proximidade de Deus aos seus filhos. Porque Deus está muito próximo de nós, muito!
No momento em que Jesus, batizado por João, sai das
águas do rio Jordão, a voz de Deus Pai faz-se ouvir do alto: «Eis o meu Filho
muito amado, em quem depositei a minha complacência» (v.
17). E ao mesmo tempo o Espírito
Santo, em forma de pomba, pousa sobre Jesus, que dá publicamente início à sua
missão de salvação; missão caracterizada por um estilo, o estilo do servo
humilde e manso, munido unicamente da força da verdade, como Isaías tinha
profetizado: «Ele não gritará, nunca elevará a sua voz, [...] Não quebrará o
caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a
franqueza a verdadeira religião» (42, 2-3). Servo humilde e manso.
Eis o estilo de Jesus, e também o estilo missionário
dos discípulos de Cristo: anunciar o Evangelho com mansidão e firmeza, sem
gritar, sem repreender ninguém, mas com mansidão e firmeza, sem arrogância nem
imposição. A verdadeira missão nunca é proselitismo mas atração a Cristo. Mas
como? Como se faz esta atração a Cristo? Com o próprio testemunho, a partir da
vigorosa união com Ele na oração, na adoração e na caridade concreta, que é
serviço a Jesus presente no mais pequenino dos irmãos. À imitação de Jesus,
Pastor bom e misericordioso, e animados pela sua graça, somos chamados a fazer
da nossa vida um testemunho jubiloso que ilumina o caminho, que anuncia
esperança e amor.
Esta festa leva-nos a redescobrir o dom e a beleza de
ser um povo de batizados, isto é de pecadores — todos o somos — de pecadores
salvos pela graça de Cristo, inseridos realmente, por obra do Espírito Santo,
na relação filial de Jesus com o Pai, acolhidos no seio da Mãe Igreja e
tornados capazes de uma fraternidade que não conhece confins nem barreiras.
A Virgem Maria ajude todos nós, cristãos, a conservar uma consciência sempre viva e reconhecida pelo nosso Batismo, e a percorrer com fidelidade o caminho inaugurado por este Sacramento do nosso renascimento. E sempre com humildade, mansidão e firmeza.
sábado, 3 de janeiro de 2026
SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR -2026- A
Hoje, liturgicamente, a Igreja celebra o que na linguagem comum chamamos de "Dia de Reis". Muitas vezes o
imaginário dos magos traz-nos suspensos desde a infância. Fabricámos sonhos,
realizámos filmes, fizemos teatros, representámos figuras, mas precisamos de entrar no essencial da narração de Mateus. Três homens, guiados por uma luz,
empreenderam uma aventura que os levou até Belém ao encontro de Jesus para o
adorar.(...) Aqueles homens, chamados magos, não se deixaram convencer pela sabedoria dos
homens e seguiram a luz que traziam no coração e, por isso, encontraram o
menino, prostraram-se de rosto por terra e adoraram-no. Entregaram-lhe
presentes e, nele, encontraram um novo caminho.
in www.aliturgia.com
Na 1ªleitura (Is 60, 1-6) Isaías convida-nos a proclamar as glórias do
Senhor, porque a luz chegou até nós e nos traz a verdadeira vida, na pessoa do
Menino Jesus. Louvemos e demos glória a Deus, que assim manifesta o Seu amor
por cada um de nós.
“Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a
tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a
escuridão os povos. Mas, sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te
ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora.
Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão
chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires
ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os
tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações. Invadir-te-á uma
multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá. Virão todos os de Sabá,
trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor.”
“Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso
favor: por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. Nas
gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora
foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas: os
gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e
participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.”
No
Evangelho (Mt 2, 1-12) , a catequese que S.Mateus nos apresenta, está cheia de sinais: o encontro;
a estrela; os magos; as atitudes diante da estrela; os presentes; o caminho a
seguir para procurar Jesus. Os magos encontram Jesus. Todo aquele que se deixa
guiar, por Jesus, encontra Deus nos caminhos da sua vida. A estrela simboliza
Jesus, a luz que nos guia. Os magos representam todos os povos, que se deixam
guiar para Deus e O procuram de coração sincero. E, como eles, somos desafiados
a oferecer o que de melhor temos a Deus.
"Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes,
quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está –
perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua
estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes
ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os
príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer
o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito
pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as
principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de
Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e
pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a
estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos
cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que
também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a
estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar
onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na
casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele,
adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro,
incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes,
regressaram à sua terra por outro caminho.
Senhor, que, à semelhança dos magos, eu me deixe guiar por Ti, luz da minha vida.
Estimados
irmãos e irmãs, feliz festa da Epifania!
Hoje a Igreja
celebra a manifestação de Jesus, e o Evangelho concentra-se
nos Magos que, no final de uma longa viagem, chegam a Jerusalém para adorar
Jesus.
Se prestarmos
atenção, descobrimos algo um pouco estranho: enquanto aqueles sábios vêm de
longe para encontrar Jesus, quantos estavam próximos não dão um passo rumo à
gruta de Belém. Atraídos e orientados pela estrela, os Magos enfrentam grandes
despesas, põem o seu tempo à disposição, aceitam os numerosos riscos e
incertezas que, naquela época, nunca faltavam. No entanto, superam todas as
dificuldades para chegar a ver o Rei Messias, pois sabem que este acontecimento
é algo de único na história da humanidade e não querem faltar ao encontro.
Tinham dentro de si a inspiração e seguiram-na.
Ao contrário,
aqueles que vivem em Jerusalém, que deveriam ser os mais felizes e os mais
dispostos a acorrer, ficam parados. Os sacerdotes, os teólogos interpretam
corretamente as Sagradas Escrituras e dão aos Magos indicações sobre onde
encontrar o Messias, mas não abandonam as suas “cátedras”. Estão satisfeitos
com o que têm e não se põem em busca, não julgam que vale a pena sair de
Jerusalém.
Isto, irmãs e
irmãos, faz-nos refletir e, num certo sentido, provoca-nos, pois suscita uma
interrogação: nós, eu, hoje, a que categoria pertencemos? Somos mais
semelhantes aos pastores, que naquela mesma noite vão à pressa à gruta, e aos
Magos do Oriente, que partem confiantes em busca do Filho de Deus que se fez
homem, ou somos mais parecidos com aqueles que, embora fisicamente muito
próximos d’Ele, não abrem as portas do seu coração e da sua vida, permanecendo
fechados e insensíveis à presença de Jesus? Façamos esta pergunta. A que grupo
de pessoas pertenço?
Segundo uma
história, um quarto rei mago chega tarde a Jerusalém, exatamente durante a
crucificação de Jesus - é um relato bonito, não é histórico, mas é uma história
bonita - porque parou ao longo do caminho para ajudar todos os necessitados,
distribuindo-lhes os dons preciosos que tinha trazido para Jesus. No final,
chega já idoso e da cruz Jesus diz-lhe: “Em verdade te digo que tudo o que
fizeste ao mais pequenino dos irmãos, foi a mim que o fizeste”. O Senhor sabe
tudo o que fizemos pelos outros!
Peçamos à
Virgem Maria que nos ajude a fim de que, imitando os pastores e os Magos,
saibamos reconhecer Jesus próximo no pobre, na Eucaristia, no abandonado, no
irmão, na irmã!






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