terça-feira, 20 de abril de 2021

58ªSemana de oração pelas vocações - Subsídios da CEVM - quarta

 QUARTA-FEIRA III DA PÁSCOA

Senhor Jesus, Vós que dissestes: ‘A seara é grande e os trabalhadores são poucos’, despertai nos jovens o forte desejo de Vos seguir e que eles se consagrem a Vós na vida missionária.

Senhor Jesus, que chamastes discípulos para permanecerem convosco, chamai muitos jovens à vocação missionária, concedei-lhes o Vosso Espírito Santo e enviai-os a toda a Terra como missionários do Vosso Amor.

58ªSemana de oração pelas vocações - Subsídios da CEVM - terça

TERÇA-FEIRA III DA PÁSCOA

Vós, que chamais cada homem a ser testemunha da vossa Páscoa, fazei que cada jovem descubra que é instrumento e canal do Vosso amor e da Vossa alegria, onde quer que se encontre.

Vós, que plantastes no coração de todos os Homens o desejo de Vos amar com radicalidade, chamai muitos jovens para que, amando-Vos, entreguem as suas vidas ao serviço dos irmãos e da Igreja no seu quotidiano.

domingo, 18 de abril de 2021

Rede Mundial de Oração do Papa

Dia 18 de abril  

REZEMOS PELA RESSURREIÇÃO DAS CONSCIÊNCIAS

A Igreja nasceu de uma promessa: a de que Cristo está connosco e estará até ao fim dos tempos. No início da Igreja, Santo Agostinho afirmou algo de inesquecível sobre esta presença de Cristo. Para ele, a presença de Cristo não era total quando apenas presente no pão e no vinho consagrados, mas quando aos dons consagrados se unia a comunidade reunida em torno ao Senhor.

Desta belíssima página de teologia podemos tirar uma conclusão: a nossa relação com Cristo não será verdadeiramente espiritual se não for igualmente comunitária e social. Um teólogo protestante chamado Karl Barth afirmava com graça que o cristão do século XX devia ter a Bíblia numa das mãos e o jornal na outra – porque o destino dos seus irmãos e irmãs, e de toda a criação, não é um assunto estrangeiro à fé na encarnação.

Na verdade, vale a pena perguntar-nos: até que ponto a pandemia da Covid 19 não nos fez mais insensíveis a tantas crises internacionais na vida do mundo que deixaram de ser importantes diante da nossa crise sanitária? Já chorei com a situação de tantos que em Cabo Delgado, Moçambique, são vítimas da violência de interesses egoístas? A situação política de Mianmar toca-me o coração? O facto de as mortes por malária em tantos países de África serem superiores às mortes causadas pela Covid faz-me pensar? O facto de o desemprego e os despedimentos por razões administrativas privarem tantos de trabalho afeta o modo como rezo e como peço para todas as pessoas o dom da ressurreição?

Se a Páscoa do Senhor apenas nos move o coração e não os braços, ainda não demos todo o espaço ao Cristo total. Se a ressurreição nos soa apenas a ressurgimento social e não nos renova o coração, com os seus critérios e categorias, precisamos de um intenso e profundo Pentecostes. Com o Papa, rezemos, de coração sincero e braços disponíveis, por todos aqueles que arriscam a sua vida lutando pelos direitos fundamentais! Direito a ter terra, teto e trabalho! Rezemos para que as nossas consciências acordem para quantos lutam por estes direitos no contexto de ditaduras, regimes autoritários ou democracias em crise.

P. Miguel Pedro Melo, sj (Colaborador da Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal)

Com Jesus à Tarde 

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Fernando Pessoa). 

Nada acontece por acaso. Geralmente, as situações que me são apresentadas são resultado das minhas ações, dos meus pensamentos, como uma profecia que se realiza de tanto pensar insistentemente em determinadas coisas. Aprender a avaliar e extrair algo bom de cada acontecimento me ajuda a me desprender das emoções negativas e a seguir em frente com esperança. Da mesma maneira que tudo chega… tudo também vai por algum motivo. Que eu aprenda a ter esse olhar responsável sobre a minha vida e a partir daí construa relacionamentos, valores e resultados melhores nesta jornada.

 Vaticano: Cristianismo é mais do que «uma doutrina ou um ideal moral», diz o Papa

Abr 18, 2021 - 12:03

Francisco volta a recitar oração dominical com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro

Cidade do Vaticano, 18 abr 2021 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que o Cristianismo exige a atenção ao próximo, a partir da “relação viva” com Jesus, superando visões que limitam a fé a questões de doutrina ou moral.

“Ser cristão não é antes de tudo uma doutrina ou um ideal moral, é a relação viva com Ele, com o Senhor Ressuscitado: vejamo-lo, toquemo-lo, alimentemo-nos dele e, transformados pelo seu amor, vejamos, toquemos e alimentemos os outros como irmãos e irmãs”, sustentou.

Francisco falava desde a janela do apartamento pontifício, onde voltou a presidir ao ‘Regina Caeli’, oração mariana que substitui o ângelus durante o período pascal, com participação de peregrinos na Praça de São Pedro – o que não acontecia desde 21 de março.

A intervenção dominical sublinhou que ver o outro é “o primeiro passo contra a indiferença, contra a tentação de virar o rosto diante das dificuldades e sofrimentos dos outros”.

Depois de ter visto, assinalou o Papa, os cristãos são desafiados a “tocar” a vida de quem sofre.

“Não existe um Cristianismo à distância. Não existe um Cristianismo apenas no plano do olhar. Não: o amor pede que se veja, mas também a proximidade, pede contacto, a partilha de vida”, precisou.

No terceiro domingo do tempo pascal, Francisco refletiu sobre uma passagem do Evangelho que relata um encontro de Jesus com os seus discípulos, após a ressurreição, sublinhando que Cristo “não é um fantasma, mas uma pessoa viva”.

O Papa destacou a importância das refeições de Jesus com os seus discípulos, “ao ponto de o banquete eucarístico se ter tornado o sinal emblemático da comunidade cristã”.

“Comer juntos o Corpo de Cristo: isto é o centro da vida cristã”, observou.

Francisco evocou, a este respeito, o testemunho de seis religiosos da congregação cisterciense de Casamari, na Itália, que foram beatificados este sábado.


Os mártires Simone, Domenico, Albertino, Modesto, Zosimo e Maturino foram mortos em 1799, num saque de soldados franceses, quando “resistiram com coragem heroica, até à morte, para defender a Eucaristia da profanação”.

“Que o seu exemplo nos leve a um maior empenho de fidelidade a Deus, capaz também de transformar a sociedade e de a tornar mais justa e fraterna”, disse o Papa, que pediu um aplauso para os novos beatos.

A presença dos peregrinos foi destacada por Francisco, que se tem visto, várias vezes, confinado à biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da Covid-19.

“Graças a Deus, podemos reunir-nos de novo nesta praça, para o nosso encontro dominical e festivo. Digo-vos uma coisa: sinto saudades da praça quando tenho de presidir ao ângelus, na biblioteca. Estou feliz. Dou graças a Deus e agradeço-vos a vós, pela vossa presença”, declarou.

OC

sábado, 17 de abril de 2021

 DOMINGO III DA PÁSCOA


As leituras de hoje desafiam-nos a sermos testemunhas do Amor de Deus no nosso quotidiano, onde estivermos, vivermos, ou nos deslocarmos. Este desafio é feito numa dupla perspetiva, pois, por um lado, é baseado no testemunho de vida dos que conviveram com Jesus antes da Sua morte, mas também nos que O viram e com Ele estiveram, comeram, falarem e se encontraram depois da Sua Ressurreição. É o Espírito Santo em nós, que nos transforma em testemunhas do Ressuscitado, como fez com os primeiros discípulos. Abramos o nosso coração, de par em par, à ação do Espírito do Senhor e deixemo-nos moldar por Ele.


Na 1ªleitura (At 3, 13-15.17-19) Pedro, que também teve as suas dificuldades no crescimento da fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, ao anunciar Jesus Ressuscitado, analisa o que se passou na crucifixão e morte de Jesus, mas não condena, antes pelo contrário, apela à conversão. Pedro testemunha na sua vida, através de palavras e gestos, que Jesus está vivo, ressuscitado, habita em nós e n’Ele é sempre possível a conversão e o perdão dos pecados. O Amor de Deus ultrapassa sempre o nosso pecado. Deus ama-nos na nossa totalidade! Deixemo-nos amar por Ele.

“Naqueles dias, Pedro disse ao povo: «O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, o Deus de nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a soltá-l’O. Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação dum assassino; matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso. Agora, irmãos, eu sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes. Foi assim que Deus cumpriu o que de antemão tinha anunciado pela boca de todos os Profetas: que o seu Messias havia de padecer. Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados».” 


Na 2ªleitura  (1 Jo 2, 1-5a)  o testemunho de S.João vai na mesma linha do de S.Pedro, que escutámos na 1ªleitura, pois somos chamados a dar testemunho do Amor de Deus na nossa vida, na certeza de que Deus nos perdoa os nossos pecados e de que ultrapassa em misericórdia, em amor infinito, todas as nossas misérias e limitações. E é desse Amor total, sem limites, que vai para além de tudo o que possamos imaginar, que somos chamados a dar testemunho, na nossa vida, onde quer que estejamos. Como nos amas Senhor! Muito, muito obrigada. Louvemos e demos graças a Deus, pelo Seu Amor por todos e por cada um de nós.

“Meus filhos, escrevo-vos isto, para que não pequeis. Mas se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro. E nós sabemos que O conhecemos, se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-l’O e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Mas se alguém guardar a sua palavra, nesse o amor de Deus é perfeito.” 


No Evangelho (Lc 24, 35-48) de hoje misturam-se, em nós, que nos projetamos também naquela sala, sentimentos diferentes: primeiro surpreendemo-nos com a dificuldade dos primeiros discípulos em acreditarem que Jesus estava ali, no meio deles, que tinha ressuscitado; depois, alegramo-nos com todos, quando O reconhecem e se entregam de coração; a seguir, no Espírito Santo, entendemos o que Jesus nos explica; por fim, sentimo-nos impelidos a testemunhar, com a nossa vida, o Amor Infinito de Deus, por cada ser por Ele criado.

"Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?». Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de todas estas coisas»." 

Senhor, envia sobre mim o Teu Santo Espírito, para que dê testemunho do Teu Amor, todos os dias da minha vida.