quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Hoje, 5º dia da oitava do Natal, o Evangelho apresenta-nos Simeão, homem justo e inspirado pelo Senhor , que é testetemunha da apresentação de Menino Jesus no templo, no cumprimento da Lei por Maria e José. É um encontro forte e profético que nos põe perante o Mistério de Deus presente naquele Menino que veio para nos revelar "O Amor" -  Deus - presente e vivo no meio da humanidade. 


E ao pensar na primeira leitura de S.João 2,3-11 que ao terminar afirma:
"Quem ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. Mas quem tem ódio ao seu irmão está nas trevas e nas trevas caminha, sem saber para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos." 
É sem dúvida neste "Amor", que Jesus veio dar verdadeiro sentido à Lei : Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E é Ele quem, no nosso coração, veio tornar possível o cumprimento da Lei do Amor, porque Ele, sim , é o Amor trinitátio que nos habita , é a Luz que nos guia e nos impede de tropeçar, ou nos ampara na queda.N'Ele tudo é possível.
Obrigada Senhor por nos amares assim, pobres, fracos e pecadores como somos, mas de quem fazes isntrumentos de transmissão deste Teu Amor infinitio por cada homem. Ensina-nos a caminhar contigo Menino Deus, a aprender de Ti a amar a Deus sobre todas as coisas e a ser fiéis a esta missão de transmissão do Amor de Deus.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Santos Inocentes

4º dia da Oitava do Natal - SANTOS INOCENTES, mártires (Festa
Parece que ainda ecoa nos meus ouvidos o último versículo do Evangelho proclamado na missa de hoje: "Cumpriu-se, então, o que o profeta Jeremias dissera: Ouviu-se uma voz em Ramá, uma lamentação e um grande pranto: É Raquel que chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque já não existem."
E perante estas palavras permaneço em silêncio, pois não há palavras que possam consolar estas mães.


No entanto, fui buscar ao site do evangelho quotidiano o comentário que tinham escolhido para o evangelho de hoje, para tentar perceber melhor esta festa que hoje celebramos. (Não consegui arranjar outro melhor.)

Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 152; PL 52, 604
«Senhor nosso Deus, que neste dia fostes glorificado, não pelas palavras, mas pelo sangue dos Mártires Inocentes» (Oração da Coleta)
Aonde leva a inveja? [...] O crime hoje cometido no-lo mostra: o medo de que exista um rival para o seu reino enche de angústia a Herodes; maquina então suprimir o «Rei que acaba de nascer» (Mt 2,2), o Rei eterno; luta contra o seu Criador e decide matar inocentes [...]. Que erros tinham aquelas crianças cometido? Nada haviam dito suas línguas mudas, nada seus olhos haviam visto, seus ouvidos escutado, suas mãos feito. Foi-lhes dada a morte, não tendo elas conhecido a vida. [...] Cristo lê o futuro e conhece os segredos dos corações, julga os pensamentos e escrutina as intenções (Sl 138): porque as abandonou? [...] Porque negligenciou o Rei do céu recém-nascido estes companheiros de inocência, porque esqueceu as sentinelas de serviço em redor do Seu berço, levando a que o inimigo, com a intenção de atingir o Rei, devastasse por completo o exército?


Irmãos, Cristo não abandonou os Seus soldados, antes os encheu de glória ao permitir-lhes triunfar antes de viver, e ganhar a vitória sem que tivessem de combater. [...] Ele quis que possuíssem o céu, de preferência à terra [...], enviou-os à Sua frente como arautos. Não os abandonou: salvou a Sua guarda avançada, não a esqueceu [...].


Bem-aventurados os que trocaram os trabalhos pelo repouso, as dores pelo alívio, o sofrimento pela alegria. Estão vivos, vivos, vivem realmente, os que sofreram a morte por Cristo. [...] Felizes as lágrimas que as mães verteram por seus filhos: valeram-lhes a graça do baptismo. [...] Que Aquele que Se dignou repousar no nosso estábulo queira também conduzir-nos aos prados do céu.»


Que os santos inocentes, de junto do Deus Menino nos protejam e guardem dos "Herodes" dos nossos dias e, principalmente, intercedam por tantas crianças de hoje, que, no mundo inteiro, sofrem das mais variadas formas de violência física, ou psicológica.
Deus seja louvado nos seus anjos e nos seus santos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

S. João Evangelista.

Ainda estamos a festejar a oitava doNatal e hoje, dia 27 de dezembro, a Igreja celebra S. João Evangelista.

Sempre que penso em S.João Evangelista, vem-me à memória o que aprendi na catequese infantil, em que me foi dito que este Santo, do conjunto dos dos Apóstolos, era aquele de quem Jesus gostava mais, que tinha mesmo recostado a sua cabeça no peito de Jesus, descansando n'Ele de todas as suas preocupações. Fiquei sempre com a ideia de que eram mesmo muito amigos um do outro.
Hoje, ao aprofundar um pouco quem era S. João Evangelista, é engraçado verificar que a ideia, com que fiquei d'ele em criança, não estava errada, porque encontrei esta biografia de S.João Evangelista, no site do Evangelho quotidiano, que diz:


"João, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como Pedro e André, ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor, mesmo que leia superficialmente os seus escritos, percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus. A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas.

João é sempre o homem da elevação espiritual,mais inclinado à contemplação que à acção. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: "No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus."

Ele está entre os mais íntimos de Jesus e nas horas mais solenes de sua vida João está perto. Está a seu lado na hora da ceia, durante o processo, e é o único, entre os apóstolos, que assiste à sua morte junto com Maria. Mas contrariamente a tudo o que possam fazer pensar as representações da arte, João não era um homem fantasioso e delicado. Bastaria o apelido humorista que o Mestre lhe impôs a ele e a seu irmão Tiago:"Filhos do trovão" para nos indicar um temperamento vivaz e impulsivo, alheio a compromissos e hesitações, até aparecendo intolerante e cáustico.


No seu Evangelho designa-se a si mesmo simplesmente como "o discípulo a quem Jesus amava." Também se não nos é dado indagar sobre o segredo desta inefável amizade, podemos adivinhar uma certa analogia entre a alma do Filho do homem e a do filho do trovão, pois Jesus veio à terra não só trazer a paz mas também o fogo. Após a ressurreição,João está quase constantemente ao lado de Pedro. Paulo, na epístola aos gálatas, fala de Pedro, Tiago e João como colunas na Igreja.

No Apocalipse, João diz que foi perseguido e degredado para a ilha de Patmos "por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo". Conforme uma tradição unânime viveu em Éfeso,em companhia de Maria e sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira com óleo a ferver, mas saiu ileso e todavia com a glória de ter dado testemunho. Depois do exílio de Patmos voltou definitivamente para Éfeso, onde exortava continuamente os fiéis ao amor fraterno, resultando em três cartas,acolhidas entre os textos sagrados, assim como o Apocalipse e o Evangelho.Morreu carregado de anos em Éfeso durante o império de Trajano (98-117), onde foi sepultado."


E não posso terminar esta minha referência a S.João Evangelista, sem lembrar a primeira leitura da liturgia de hoje e que é a seguinte:

1ª Carta de S. João 1,1-4.
"Caríssimos: O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida, – de facto, a Vida manifestou-se; nós vimo-la, dela damos testemunho e anunciamo-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós – o que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
Escrevemo-vos isto para que a nossa alegria seja completa."

E só pode escrever assim, quem verdadeiramente viveu em união com Jesus, o Filho de Deus.

S. João Evangelista, rogai por nós, para que nos deixemos invadir por esta intimidade total , com Jesus Nosso Senhor, para que então sim, a nossa alegria seja completa.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vivendo a oitava do Natal  a Igreja celebra hoje Santo Estêvão, diácono, primeiro mártir, séc. I:

Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos.

Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova, e fê-lo com tanto sucesso, que os judeus “apareceram de surpresa, agarraram Estêvão e levaram-no ao tribunal. Apresentaram falsas testemunhas, que declararam: "Este homem não faz outra coisa senão falar contra o nosso santo templo e contra a Lei de Moisés. Nós até o ouvimos afirmar que esse Jesus de Nazaré vai destruir o templo e mudar as tradições que Moisés nos deixou."

Estêvão, como se lê nos Atos dos Apóstolos, cheio de graça e de força, como pretexto de sua autodefesa, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiro, resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter falado contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem fora do Templo. Demonstrou, de facto, que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus, mas os seus adversários não o deixaram prosseguir no discurso, "taparam os ouvidos e atiraram-se todos contra ele, em altos gritos. Expulsaram-no da cidade e apedrejaram-no."

Dobrando os joelhos debaixo de uma tremenda chuva de pedra, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a Cruz: "Senhor, não os condenes por causa deste pecado." Em 415 a descoberta das suas relíquias suscitou grande emoção na cristandade. A festa do primeiro mártir foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal.
Evangelizo.org 2001-2010

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dia de NATAL

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
Comentário ao Evangelho do dia feito porPapa Bento XVI Homilia de 25/12/05 - Missa do Dia

«Eu hoje Te gerei»

Em Jesus Cristo, o Filho de Deus, o próprio Deus Se fez homem. É a Ele que o Pai diz: «Tu és Meu Filho». O hoje eterno de Deus desceu ao hoje efémero do mundo e arrasta o nosso hoje passageiro para o hoje eterno de Deus.Deus é tão grande que Se pode fazer pequeno. Deus é tão poderoso que Se pode tornar fraco e vir ao nosso encontro como Menino indefeso, para que O possamos amar. Deus é bom ao ponto de renunciar ao Seu esplendor divino e descer ao estábulo para que O possamos encontrar e para que, assim, a Sua bondade chegue também a nós, se nos comunique e continue a agir por nosso intermédio.O Natal é isto: «Tu és Meu Filho, Eu hoje Te gerei». Deus tornou-Se um de nós, para que nós pudéssemos estar com Ele, tornar-nos semelhantes a Ele. Como próprio sinal, escolheu o Menino no presépio: Deus é assim. Deste modo, aprendemos a conhecê-Lo. E em todo o menino brilha algo da luz daquele hoje, da proximidade de Deus que devemos amar e à qual nos devemos submeter – em todo o menino, mesmo naquele que ainda não nasceu.